A situação económica e financeira da Europa tende a desanuviar, não obstante as más notícias dos últimos dias provenientes de Paris. As ondas alterosas vão, lentamente, dando lugar a um mar mais chão e no horizonte surgem raios de esperança.
É verdade que as assimetrias entre o Norte, o Centro e o Sul persistem, os interesses dos países sobrepõem-se à decantada solidariedade, as palavras dos políticos/decisores nem sempre (ou raramente…) coincidem com a realidade.
Mas, insiste-se, é forçoso reconhecer as melhorias registadas na União Europeia, traduzidas em dados como o fim da recessão em países em maiores dificuldades (incluindo Portugal), na redução dos níveis de desemprego, no aumento das exportações, etc.
São, obviamente, boas notícias para Portugal, sabendo-se, como se sabe, que – independentemente dos problemas portugueses, das nossas questões específicas, dos “trabalhos de casa” que só nós podemos realizar – o futuro do nosso país é inseparável da situação europeia. Na verdade, estamos no mesmo barco. E, pensamos nós, ainda bem…
Neste número dos Cadernos de Economia reflectimos sobre o presente e o futuro de Portugal inserido na União Europeia.