Raramente o jargão “economia ao serviço das pessoas” teve tanta acuidade como agora. Atingindo a sua plenitude através da economia social, o conceito torna-se, de facto, crucial nestes dias.
Em vigor desde Junho de 2013, a Lei de Bases consagrou à economia social (que engloba, nomeadamente, cooperativas e mutualidades) a mesma dignidade dos sectores público e privado.
Não obstante existir ainda muito a fazer no plano institucional, particularmente no que se refere a acções de regulamentação, a Lei de 2013 constitui um precioso incentivo para as cerca de 60.000 organizações da economia social que em Portugal dão lugar a 230.000 postos de trabalho, representando já mais de 5,5% do emprego nacional. E continua a crescer, ganhando cada vez mais espaço.
Este número dos Cadernos de Economia é integralmente dedicado ao tema, com trabalhos de conceituados especialistas nacionais, designadamente académicos, gestores e, também, do ministro da Economia.