A (in)sustentabilidade da segurança social

A sobrevivência do Estado Social – cuja importância no actual contexto de crise ocioso se torna realçar – constitui a grande questão nacional.

Não custa prever os efeitos explosivos de uma ruptura da segurança social pública – a nível das pensões, do subsídio de desemprego e de outras prestações.

É consensual que se não surgirem medidas corajosas – centradas nas políticas fiscal e de emprego – conducentes a um crescimento consistente, a situação da segurança social pública torna-se insustentável a curto prazo – acreditem ou não aqueles que pensam que as transferências do Orçamento do Estado não têm limites…

A realidade é de facto inquietante – sobretudo por causa do desequilíbrio demográfico e dos níveis de desemprego. E, também, devido à (in)acção dos dirigentes políticos. Não obstante, há soluções, conforme se explica, fundamentadamente, ao longo desta edição.

Enfim, neste número dos Cadernos de Economia, integralmente dedicado ao tema, alguns dos maiores especialistas analisam a insustentável situação da segurança social pública, realmente um assunto crucial para a sociedade portuguesa.

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