Interrogações

Ultrapassado o impasse que antecedeu a formação do XXI Governo Constitucional, e embora persista uma certa turbulência, encare-se com serenidade o tempo que aí vem.

Não será um “tempo novo” – até porque os compromissos externos o condicionam – mas poderá ser um tempo de renovação mobilizadora.

Compreende-se o cepticismo que se observa em algumas áreas; mas mesmo os mais pessimistas devem, pelo menos nesta fase, contribuir para a estabilidade política e social de que o País carece.

Dentro de pouco tempo surgirão indicações importantes: o défice de 2015 ficará abaixo dos fatais 3%? Existirá a capacidade de Portugal deixar o procedimento por défice excessivo? Enfim, o esboço do plano orçamental poderá sossegar Bruxelas – ou não.

Depois, lá mais para a frente, há questões delicadas a que será difícil fugir, como as regras do “tratado orçamental” ou a famigerada “reestruturação da dívida”; são palavras abrasadoras que, agora, poucos querem ouvir…

Há, realmente, melindrosas interrogações – a colocar mais tarde… Não queiramos antecipar as respostas…

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