70 anos depois

Nestes dias de negação da solidariedade internacional, quando assistimos ao triunfo dos piores nacionalismos, quando são incensados políticos que prometem erguer muros entre as nações, não podemos deixar de notar o contraste com os estadistas que a partir do final dos anos quarenta do século passado reconstruíram a Europa Ocidental que a Segunda Guerra havia destruído.

Não pretendendo analisar aqui as questões ideológicas e geoestratégicas que muito pesaram na sua implementação, afigura-se pertinente a interrogação: seria possível, hoje, um Plano Marshall? Referimo-nos, claro, ao “espírito” desse Plano, isto é, à solidariedade entre os EUA e a Europa Ocidental – muito para além dos empréstimos e doações financeiras de outros tempos.

Não. Hoje não seria (e tudo indica que no futuro será ainda menos) possível um novo “Plano Marshall”. E não apenas devido aos chamados efeitos perversos da globalização. Na verdade, hoje são outros os líderes das nações.

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