Ficção ontem

Quando assistimos ao desenvolvimento dos carros autónomos, dos robôs-cirurgiões, dos drones que substituem os estafetas na distribuição; quando sabemos que escritórios de advogados, bancos, órgãos de comunicação social substituem o trabalho de centenas de milhares de quadros por robôs ou, mesmo, por simples “aplicações”, o cliché torna-se inevitável: a realidade ultrapassou a ficção.

Dentro de oito anos – garante um estudo da McKinsey – as tecnologias de automação podem substituir 110 a 140 milhões de pessoas em todo o mundo. Um número que inclui pessoas com tarefas cada vez mais criativas e intelectuais, coisa não despicienda…

E se tivermos em conta que um estudo da Universidade de Oxford, citado nesta edição, estima que quando a actual geração de bebés chegar à idade adulta, quase metade dos empregos actuais terão sido tomados por máquinas, não podemos deixar de nos fascinar com o avanço deste “mundo novo”, mas, ao mesmo tempo, de nos inquietar com as consequências sociais.

Esta é a realidade, hoje. A ficção era ontem.

CAD119_capa

CAD119_indice

CAD119_editorial

Anúncios