Envelhecimento activo

Nos nossos dias, é inaceitável a ideia de um “envelhecimento para as estatísticas”. Em sua substituição, desenvolve-se o princípio de um “envelhecimento activo”, que inclui a possibilidade de laboração para além da idade convencional – mas, sempre, com boa qualidade de vida.

Todavia, esta mudança de filosofia causa novos e complexos problemas.

A solução/minimização de tais problemas convoca, desde logo, as empresas para a assunção de uma maior responsabilidade social. Mas toda a sociedade tem de ser envolvida, nomeadamente através da chamada “solidariedade entre gerações”. E, claro, o Estado, obrigado a enveredar por novas políticas públicas para responder à transformação demográfica que se acentua.

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Enfrentar a deriva

Nestes dias plúmbeos, quando um certo desânimo paralisante ameaça alastrar, é preciso, e possível, reagir – em relação às coisas negativas do País e, também, à deriva da Europa, sobretudo do tal “duovirato” (para utilizar a expressão recente de Helmut Kohl…).

Vive–se uma fase em que é legítimo questionar antigas e “definitivas” certezas, em que a base da ciência económica é posta em causa por personagens credíveis e outras nem tanto… É um tempo de “desorientação”, que parece atingir áreas até há pouco impensáveis.

Duas dezenas de autores – nomeadamente académicos, gestores, dirigentes empresariais e sindicais – fornecem neste número dos Cadernos de Economia importantes contributos para o entendimento da situação que Portugal, a Europa e o Brasil vivem. Queremos ainda destacar as análises referentes a vários sectores da actividade: agricultura, minério, eléctrico, automóvel, turismo, seguros, (…).

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O Economista 2011

O Anuário da Economia Portuguesa de 2011 é, como não podia deixar de ser, muito influenciado pelo agravamento da crise económica/financeira (e, sobretudo, política) que afecta particularmente a União Monetária Europeia, contagiando os restantes países da UE e causando apreensão em outras zonas do Globo – da América do Norte à Ásia, designadamente à China, passando pela América Latina e Rússia.

O futuro do euro constitui, nestes dias, a grande preocupação das autoridades europeias – e não apenas. Damos ao assunto um particular realce – a começar pela capa, com a ilustração das teses que vêm sendo alimentadas sobre a “redesenhação” do euro (ver, entre outros, um interessante trabalho de José Félix Ribeiro nas páginas 28 a 32).

Mas embora o contexto internacional “condicione” a edição, não deixamos de dedicar a maior atenção às questões especificamente nacionais – a fiscalidade e a justiça, a economia clandestina e a educação, a concertação social e o emprego, o financiamento da economia e a competitividade. E dedicamos o espaço necessário à análise de sectores fundamentais, como a agricultura e as pescas, a banca e os seguros, as telecomunicações e o turismo.

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Pensar o futuro

A situação de emergência que Portugal vive não pode fazer esquecer a necessidade de pensar o futuro do País.

Por isso, a edição de Setembro dos Cadernos de Economia é subordinada ao tema “Portugal 2020” – o mesmo do Congresso Nacional dos Economistas, a realizar em Outubro.

Reputadas personalidades/especialistas – nomeadamente académicos e outros investigadores – antevêem a evolução socioecononómica portuguesa ao longo da próxima década.

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Economia do mar

O mar pode contribuir, de forma significativa, para minimizar os desequilíbrios estruturais da economia portuguesa.

Com efeito, o peso da economia do mar em relação ao PIB, já hoje elevado, poderá subir exponencialmente.

Importa, pois, fazer despertar a sociedade toda para as potencialidades dos nossos recursos marítimos.

Ciente dos caminhos que é preciso abrir no sentido de ancorar as reconhecidas debilidades do País, os Cadernos de Economia dedicam a edição de Junho à economia do mar.

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O terceiro sector

Nestes dias de turbulência, a economia social, comummente designada por terceiro sector, assume crucial importância – no mundo inteiro, como na Europa, onde já representa mais de 10% do PIB. Em Portugal, a sua representação é menor (5,5%) mas vem-se registando um crescimento exponencial.

As crescentes dificuldades de financiamento do Estado Social não deixam de perturbar as instituições de solidariedade social, principais agentes/protagonistas – embora o sector não se circunscreva às IPSS.

Urge mobilizar a sociedade portuguesa, toda, para o papel que vem sendo desempenhado pela economia social. Trata-se de um sector que, para além do mais, precisa de ser correctamente explicado, avaliado, compreendido.

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